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Frase de efeito do dia

"Essa lei supera o AI-5 da ditadura militar que decretou a inelegibilidade de seus adversários por 10 anos. A proposta popular era tornar inelegíveis os políticos condenados. Eu não tenho nenhuma condenação.” Jáder Barbalho, deputado federal pelo PMDB-PA, ao resmungar da Lei da Ficha Limpa, por ter o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Piada do dia

A RIQUEZA DEPOIS DOS 40

"Nunca pensei que a partir dos 40 pudéssemos ter uma riqueza tão grande!!!

Prata nos cabelos. Ouro nos dentes. Pedras nos rins. Açúcar no sangue.
Chumbo nos pés. Ferro nas articulações. E uma fonte inesgotável de gás natural..."

Crônicas

DE VOLTA AS QUEIMADAS CRIMINOSAS 

 

Nesses últimos dias os olhares da população jacobinense voltam-se inevitavelmente para as serras que circundam a nossa cidade e constatam com muita tristeza e revolta, as chamas que tomam conta da sua vejetação, sendo impiedosamente devastada por incêndios reconhecidamente criminosos, provocados certamente pelos mesmos vândalos de mentes pobres, que vem há anos atormentando os jacobinenses que amam e zelam pelo bem estar desta cidade, privilegiada pela própria natureza. Sistematicamente, esses vândalos, favorecidos pela estiagem inclemente que assola a toda região, aproveitam-se pra dar vazão ás suas taras incendiárias, deliciando-se do deprimente espetáculo de fogo e fumaça que aniquila a flora e a fauna que nos foi presenteadas pelo Deus Criador.

Os meios de comunicação denunciam cotidianamente essas agressões praticadas, vozes levantam-se em repetidos protestos pelas ruas da cidade, caindo no eco do esquecimento, sem que providências concretas e exemplares venham a ser adotadas, não se registrando nenhuma ação positiva de que pelos menos um desses agressores venha a ser penalizado e colocado atrás das grades, como exemplo vivo para outros executores incendiários impunes. No mais, só nos resta aguardar a ajuda da providência divina, com a chegada das chuvas tão ansiosamente esperadas, pelo menos, para que num breve período, homem e natureza possam ter alguns momentos de PAZ. (por Gidalto Oliveira)

 

 

 

 

 

ATÉ ONDE IREMOS?

 

Até parece ter virado rotina você ouvir pelo noticiário, ao amanhecer de cada dia, a divulgação de mais um crime de morte ocorrido em nossa cidade ou em cada quadrante do município. Até parece ter virado rotina  o modus operandi desses crimes, que mais parecem execução pura e simplesmente, quando indivíduos encapuzados, utilizando-se do anonimato e pilotando motos surgem praticamente do nada e efetuam disparos de arma de fogo de grosso calibre contra o alvo desejado, prostrando a vitima por terra e evadindo-se em seguida para lugar ignorado, como se a vida do ser humano não valesse sequer uma moeda furada, não importando que a pessoa executada tenha ou não envolvimento ou culpa de algum delito cometido. Até onde iremos com esse estado de medo e insegurança que toma conta de todos? A família jacobinense vive verdadeiramente um estado de apreensão diante de tantos acontecimentos violentos que são divulgados a cada dia pela nossa mídia, preocupando com justas razões os pais e mães de família que vêem os seus filhos e filhas diuturnamente saírem de casa, quer para as salas de aulas para cumprimento de suas tarefas escolares, quer para suas atividades diversas de trabalho, ficando pais e mães em casa com justificadas apreensões, sem saber o que poderá de mal acontecer na rua com o seu familiar. Se cada um de nós se der ao trabalho de buscar relação desse tipo de crime de execução, de indivíduos utilizarem motos para alcançarem seus objetivos criminosos, veremos que a lista vai ter um resultado surpreendente dos casos já ocorridos em nossa cidade ou nos diversos pontos territoriais do município, crimes que em sua grande maioria encontram-se sem a solução definida, muito menos com seus autores identificados. Esses dois casos recentes ocorridos, um no bairro Mundo Novo e outro na entrada da estrada que dá acesso ao distrito de  ITAITU, são apenas mais dois que vem engrossar essa fatídica estatística. Isso, sem falar nos outros crimes de estupro e assassinato, como foi o caso da menor CINTIA, ou dos freqüentes assaltos a mão armada, rotineiramente noticiados nas rondas policiais dos programas de rádio e pelos jornais, que não deixam de ser também um referencial negativo para a nossa cidade, que em tempos idos era conhecida pela triste alcunha de JACOBALA. Será que vamos de novo retornar a esse passado sombrio? (por Gidalto Oliveira, agosto de 2009)

 

 

 

ESTRELATO JACOBINENSE CINTILA NOS CÉUS DE BRASÍLIA              

Primeiro, salvo melhor juízo e se não me falha a memória, foi a notável amiga e artista plástica Nirvana Rios, de enorme conceito na capital federal, que foi mostrar aos brasilienses “o que é que Jacobina tem”. Mais recentemente os irmãos Bruno e Luciano pegaram a estrada e, levando na bagagem o talento, interpretação e o carisma que lhes são reconhecidos (e merecido), foram cantar - e encantar – a nossa música regional nas cercanias da Esplanada dos Ministérios para dezenas de milhares de naturais e adotados nordestinos que para lá rumaram desde a época da sua edificação, em busca de emprego na construção civil e de um lugar ao sol, apostaram no seu desenvolvimento, acreditaram na então caçula capital que abrigaria a nova sede do Governo Federal, e se estabeleceram em definitivo.O certo é que, pintando ou cantando, nossos conterrâneos representam com méritos e aceitação geral da nação candanguense e elitizada, a nobre função de embaixadores da arte e da cultura baiana e jacobinense na capital federal, juntamente com outros artistas talentosos destas plagas, a exemplo de Gerê Brasil, João Neto (ex-Banda Ello) e outras feras cujos nomes tão tenho na memória.A Revista Célebre Model’s, de Brasília, uma espécie de vitrine literária que expõe grandes talentos da eclética constelação musical brasileira, reservou uma página inteira à divulgação da banda de forró Sá Pra Xamegar, fundada pelos jacobinenses Bruno, Luciano, João Neto, George, Buiú e Oslaim ( este,de Morro do Chapéu).Eis o que discorre, na íntegra, a Célebre Model’s, na sua edição nº11, de maio de 2009, que gentilmente me foi enviada pelos irmãos Bruno e Luciano:“Só Pra Xamegar. Este originalíssimo nome representa muito mais que uma banda de forró que surgiu na cidade de Jacobina do Estado da Bahia. A banda não veio só pra ‘xamegar’, veio para encantar os que ouvem o seu talento e carisma. Atualmente, estes baianos possuem seguidores na região Centro-Oeste e vê sem consagrando como referencial no segmento musical do forró. Além de simpatia, presença de palco e excelente interpretação, Só Pra Xamegar mostrou a que veio ao se instalar na capital brasileira e preservou em sua jornada, mesmo enfrentando muitos obstáculos no início de sua carreira, sua identidade. Esses destemidos representantes do forró apresentam nos principais pontos de entretenimento da região, nos grandes shows relacionados direta e/ou indiretamente aos seus trabalhos e já compuseram shows de grandes artistas nacionais como: Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Dominguinhos, Alceu Valença, Aviões do Forró, Ivete Sangalo, Bruno e Marrone, Alexandre Pires, entre outros.Após lançar se 3º CD, a banda projetou-se para o desenvolvimento do lançamento do seu primeiro DVD (e já à disposição na praça) que foi gravado em março de 2009 em Brasília. Grandes expectativas estão direcionadas a esse trabalho. O público prestigiou tal gravação e espera com otimismo e apoio a repercussão promissora desse projeto. Tanto reconhecimento é resultado da dedicação dos integrantes que valorizam a  cultura popular e investem numa linguagem simples, o que garante comunicação imediata com o público. Tal comunicação se apresenta com estilo, autenticidade e alegria – proposta de Só Pra Xamegar, que vem interpretando os sucessos tradicionais como os de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino e Dominguinhos, e os sucessos atuais de Aviões do Forró e Saia Rodada -, despertando assim em todas as idades o prazer contagiante de se apreciar esse estilo musical”.Se fui prolixo, peço minhas desculpas aos apresentadores, editores e leitores, pois quando o assunto é Jacobina, não dá para me conter. Confesso-me submisso e fascinado por este excitante vício... Jacobina. Debutante aos 129 anos!... (por Ubiratan Moreira – Radialista – DRT 4583)   

 

 

 

O CIRCUITO REGIONAL DO FORRÓ DE JACOBINA: SONHO OU REALIDADE?!! 

 

Ainda, sob o efeito da ressaca das festas juninas/2009, enquanto ser comum, mas, antes de tudo, como um forte e apaixonado nordestino, inquietos e embevecidos com o que acabamos de acompanhar pela televisão, em rede nacional, e, também, por ter participado dando uma espiadinha nos arraiás da microrregião de Jacobina, cá ficamos a meditar:

“pôxa, como são belas e fortes as raízes de nossa gente; como são ricas a nossa história e as nossas manifestações religiosas e culturais; que momento único, mais uma vez, o Brasil experimentou e viveu, de modo particular, o seu povo nordestino!!!

Por força da integração midiática nacional – afinal, somos uma aldeia global - dada a sua relevância na economia nacional, ano após ano, essa plural e diversificada característica de raízes do brasileiro não consegue escapar aos holofotes de outras regiões, igualmente, ricas e fortes, culturalmente, resultando, destarte, em uma salutar simbiose de migração e interação de costumes, tradição religiosa e de cultura popular!!!

Manifestado esse nosso arroubo de fé e de otimismo na força que representam os festejos juninos para o Brasil, de forma prática e pragmática, pretendemos, doravante, não nos apartar de Jacobina e região e, nesta oportunidade, submeter à reflexão da nossa comunidade o viés sobre a importância do trade turístico, religioso e cultural do mês de junho, para a nossa gente e a nossa economia regional.

Cabe, ainda, antes de abrir propriamente o debate, que sabemos polêmico, en passant, cumprimentar e agradecer a iniciativa empreendedora de alguns dos nossos gestores municipais, que, mesmo isolada e individualmente, às duras penas, dada à limitação de recursos, galhardamente, mantém acesa a fogueira de uma tradição secular, realizando sempre os seus arraiás.

Voltando, porém, a idéia, inicialmente esposada pelo bem sucedido empresário Vicente Micucci, patrício calmonense, da realização de um circuito regional do forró, inevitável é a pergunta que surge e não quer calar: Afinal, que benefícios e que prejuízos traria um evento desse porte à microrregião de Jacobina?

Pelo que temos ouvido, os que são contra alegam que o circuito regional do forró colocaria uma pá de cal nos tradicionais festejos juninos comemorados por alguns dos nossos municípios... Não há como se conciliar os interesses individuais dos municípios, as datas comemorativas de seus padroeiros, com um projeto regionalizado maior... Ah!, Jacobina sairia ganhando, diriam, ainda, os mais bairristas... Enfim, estes seriam alguns dos argumentos que, segundo essa matiz, inviabilizariam o evento regional do forró.

Já a corrente dos que advogam a implantação do circuito regional, a qual nos associamos, entende que um projeto desta magnitude geraria divisas, empregos e renda para todos os municípios, mirando-se nos exemplos de Senhor do Bonfim-Ba., Campina Grande-Pb., e Caruaru-Pe., que tiveram a sua economia alavancada e se tornaram verdadeiros pólos turísticos, com destaque nacional, durante esse período junino, pelo planejamento, organização e execução dos seus mais de trinta dias de forró...

Já nos fizemos e, agora, permitimo-nos, deixar no ar os seguintes questionamentos: Por que há profissionais bem sucedidos e outros, não? Por que temos regiões prósperas e desenvolvidas e outras, não? Então, por que o circuito do forró é uma realidade e gera riquezas em Caruaru, Campina Grande e Senhor do Bonfim e, aqui, em Jacobina, não pode dar certo?

Somos um otimista por formação e preferimos sonhar alto e pensar grande, preferencialmente, de forma regionalizada, para voltarmos a ser fortes.

Despojemo-nos, pois, do egoísmo e do individualismo. Desprendamo-nos das querelas político-partidárias e de interesses menores. Que o partido e a bandeira desfraldados, nessa empreitada, sejam os do desenvolvimento sócio-cultural, político e econômico de Jacobina e sua microrregião. Esta é a nossa conclamação!!!

O nosso grande desafio está na tarefa de – com racionalidade, liderança e sabedoria – aproveitando a força e as raízes culturais e religiosas da nossa gente, conseguir nos unir e planejar a estratégia de conciliar um calendário de festas junino, compatibilizando-o aos interesses dos municípios que já fazem o seu arraiá, contemplando a todos que quiserem participar do circuito regional do forró, onde a infra-estrutura e os custos com bandas e outras atrações típicas serão compartilhados e, por conseguinte, barateados, de cuja parceria naturalmente adviriam os recursos oficiais das diversas esferas de governo e da iniciativa privada, fruto de um projeto vitorioso, porque regionalizado, capaz de gerar riquezas e garantir um futuro de segurança e prosperidade regional.

Afinal, já vaticinou o pensador uruguaio, Eduardo Galeano: "Nós somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”

A rede Blitz Total de Comunicação, na rádio JFm e on line, enquanto veículo de comunicação e de integração sócio-regional se disponibiliza para integrar essa força tarefa, conclamando os poderes públicos dos municípios da microrregião de Jacobina e toda a sua sociedade civil organizada a, num só arco de forças e alianças, materializar e consolidar o COMITÊ REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-CULTURAL, POLÍTICO E ECONÔMICO DA MICRORREGIÃO DE JACOBINA, ou que outro nome possa ser dado, como Instituição meio imprescindível a todas as nossas conquistas. Porque o circuito regional do forró de Jacobina, objeto de um sonho só, é um sonho só... Mas, sonhado coletiva e regionalmente, sem dúvida, poderá ser transformado em uma realidade...

UNIDOS SOMOS FORTES, JUNTOS, IMBATÍVEIS!!! (por João Jaques)

 

 

 

O CESTO E A ÁGUA

 

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:

 -Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus, se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo?

Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.

O Mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:

-Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho encheu o cesto de água e começou a subir. Como o cesto era cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava mais nada. O mestre perguntou-lhe:

Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse jocosamente:

-Aprendi que cesto de junco não segura água.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo.

Quando o discípulo voltou com o cesto vazio, novamente o mestre perguntou-lhe:

-Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?

O discípulo novamente respondeu-lhe com sarcasmo:

-Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém quando o mestre lhe perguntou de novo:

Então, meu filho, o que você aprendeu? O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:

- “O cesto está limpo, apesar de não segurar água. A repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.”

O mestre, por fim, concluiu:

-Meu filho, não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê o que importa, naverdade, é que no processo a sua mente e a sua vida fiquem limpas diante de DEUS.(colaboração de Gidalto Oliveira) 

 

DA VOZ DA CIDADE, AO BLITZ TOTAL.COM.BR

 

Navegando no site BLITZ TOTAL.COM.BR, vou buscando aceleradamente as noticias que ali são postadas e, ao mesmo tempo, analisando cada vez mais fascinado a forma atual com que somos colocados, em tempo real com os últimos acontecimentos ocorridos nesse imenso planeta chamado Terra. Logo, a mente começa a trabalhar em gratificantes reminiscências de um passado nem tão distante e, de pronto, aciono o botão imaginário que liga a máquina do tempo, empreendendo uma viagem aos anos da década de sessenta, onde a comunicação sonora era feita através do sistema de Alto-Falantes, sistema implantado no final da década de 1930, (segundo informações precisas repassadas pelo amigo MANOEL CARDOSO,) quando aqui aportou o inesquecível PARQUE SUL-AMERICANO, fazendo funcionar o primeiro equipamento de som, anunciando efusivamente suas atividades artísticas através da voz inconfundível do seu “locutor”, que outro não era senão o lendário BOB SILVA, o nosso tão querido e saudoso ARISTEU PINTO DE QUEIROZ, o criador do hino musical MINHA INFÂNCIA EM JACOBINA,  perpetuando o nome desta terra payayá no coração de gerações e gerações deste rincão abençoado.

Ainda embarcado na máquina imaginária, vejo-me passando pela Rua Senador Pedro Lago, local onde funcionava o Serviço de Alto Falantes “A VOZ DA CIDADE”, em dependências da casa do finado SANTINHO, alfaiate refinado e, sendo de repente convidado pelo amigo RUBENS OLIVEIRA, o saudoso RUBENS GOIABA, que de modo taxativo me fez o convite: -“Você não quer ser locutor?”

Diante do espanto pela proposta repentina e de nunca ter passado pela mente tal assunto, de imediato me vi fazendo um teste ali mesmo no estúdio e aprovado na locução de rádio da então VOZ DA CIDADE, sistema de comunicação criado por AMADO HONORATO DE OLIVEIRA e RUBENS OLIVEIRA, que prestou por décadas relevantes serviços ao desenvolvimento artístico e cultural de Jacobina, sistema que me incorporei e passei a pertencer a essa grande família radiofônica que Jacobina orgulhosamente possui e da qual,  também honradamente  faço parte.      

As dificuldades em manter as programações musicais e jornalísticas da “rádio’’ eram indescritíveis, sendo a discoteca abastecida periodicamente com os conhecidos 78 rpm, conhecidos como “bolachões”, discos de cera que quebravam-se facilmente e transportados de Salvador para Jacobina, em viagens que Amado aproveitava em meio as suas atividades profissionais. As notícias, eram colhidas ao pé do rádio de válvulas, com toda a chiadeira permitida, quando transmitidas pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ou pela Rádio Tupy , notícias que eram copiadas em folhas de caderno á medida em que eram transmitidas pelos respectivos noticiaristas.      Era assim, de forma rudimentar que se deixava o ouvinte informado e também deliciado com os sucessos da época, ouvidos religiosamente pelo grande público, até onde fossem propagadas as ondas sonoras jogadas ao ar pelos alto-falantes espalhados em cada bairro da cidade.      

Desembarcando da máquina do tempo na viagem empreendida, vejo a grande evolução daqueles “ anos dourados”, para os dias presentes, onde se faz rádio em cima da notícia, destacando-se uma nova era de comunicadores, a exemplo dos colegas de trabalho JOÃO JAQUES VALOIS COUTINHO, GEYDER GOMES, JOSÉ AUGUSTO, GERALDO OLIVEIRA, EDIVALDO BRAGA, UBIRAJARA SANTOS, UBIRATAM MOREIRA, JOÃO BATISTA FERREIRA, MAURÍCIO DIAS OLIVEIRA, EVANDRO OLIVEIRA, entre tantos outros excelentes profissionais da comunicação, que dão continuidade a esse sacerdócio, em mantar o ouvinte sintonizado com o Universo, estando aí o programa BLITZ TOTAL 100% Informação com Qualidade, que é apresentado de segunda á sexta feira pela Rádio JACOBINA FM e agora, o caçulinha on-line, WWW.BLITZTOTAL.COM.BR, festejando os seus 03 anos de existência, começando a escrever a sua própria história e incluindo de forma gratificante o seu nome na galeria de honra do Rádio Jacobinense. Um dia também, tudo isso será passado e,  uma nova página se abrirá, para que uma nova história venha a ser contada.    

GIDALTO OLIVEIRA

08 DE JULHO DE 2009

 

 

BOB SILVA

 

Já faz muito tempo, 30 ou 40 anos, quando Jacobina teve a alegria de receber o primeiro Parque de Diversões, o qual foi instalado na Várzea, que hoje é a Praça Getúlio Vargas, onde está instalado o Mercado Velho. Foi o Parque SUL AMERICANO, que naquela época talvez fosse um dos maiores da América Latina, pelo seu aparelhamento e uma equipe constituída de artistas famosos para a realização de shows maravilhosos no término de suas funções diárias.

 

Foi uma temporada de mais de 30 dias em razão da freqüência considerada além da expectativa pelos seus proprietários e pela grande novidade naquele tempo, quando se duvidava, inclusive, como o PARQUE SUL AMERICANO teve a condição de visitar uma cidade do porte de Jacobina.

 

O locutor que comandava a função, identificava-se como “BOB SILVA’’, portador de uma voz com timbre grave, comunicador inteligente, apresentador sagaz, bem apessoado e “ bonito’’ no dizer das garotas que formavam o seu “fã clube’’. Dizia, na sua locução, que era natural do vizinho Município de Piritiba  e que, portanto, se considerava de Jacobina.

 

BOB SILVA sabia encantar a “galera’’ e muito se preocupava em fazer amigos, mencionando nomes, famílias, rapazes e mocinhas, particularmente, oferecendo-lhes músicas e dando oportunidade de recados amorosos, o que muito se usava. Naquele tempo já cantava músicas de sua autoria, como ‘ENFRENTA O TRABALHO ’’, que mais tarde foi gravada pelo ‘REI DA VOZ ”, Francisco Alves e, ITAPOAN, uma canção praieira dedicada á bonita praia baiana, lamentando a falta de oportunidades no Rio de Janeiro, a “ meca ’’ do Rádio Brasileiro, onde muito sofreu á cata de conhecimento, obrigado, até, a vender composições aos aproveitadores para o seu sustento.

 

Mais tarde, ele reaparece em Jacobina usando o seu nome próprio: ARISTEU PINTO DE QUEIROZ, ou TETEU, na intimidade, já com uma grande lavara de canções, como SIMPLICIDADE, que foi gravada por Dalva de Oliveira, A CEGUINHA, NÃO CHORE PIERRÔ, NÃO INTERESSA, SÃO PAULO DA GAROA e muitas outras que fizeram sucesso absoluto em todo o Brasil, já por demais conhecido, principalmente pelo “ jingle” que produziu para a COCA-COLA que o tornou incomparável na arte dos comerciais.

 

Para nós, ele foi insuperável com a bomba que fez explodir, no oferecimento duma melodia  a Jacobina, com a história de sua infância e das coisas desta terra maravilhosa que ele tanto amou.

 

MINHA INFÂNCIA EM JACOBINA, uma apoteose musical que ele fez com o maior cuidado, até hoje gravada nos corações jacobinenses e que foi, mais tarde, a canção do nosso orgulho das sextas-feiras quando ouvíamos na Rádio Mairynk Veiga - Rio de Janeiro, num programa exclusivo, quando ele se oferecia de copo e alma á sua Jacobina.

 

Quantas vezes a gente se arrepiava quando a apresentador anunciava:

 

“ALÔ, JACOBINA, PEDAÇO DO CORAÇÃO DO BRASIL, !...AQUI ESTÁ O TEU AMANTE...ARISTEU QUEIROZ...’’ E iniciava o seu programa com o canto que nos enchia de vaidade e alegria: MINHA INFÂNCIA EM JACOBINA...’’

 

O tempo passou e ARISTEU QUEIROZ, não foi o primeiro e nem o último a se deixar vencer pela bebida e pelo tóxico, deixando uma história bonita e cheia de passagens  que marcaram vidas e amizades sinceras que só o tempo poderá dizer, fazendo-o, inclusive, um doente mental e cheio de problemas que o levaram à morte, desprezado pelos amigos na cidade baiana de Feira de Santana.

 

Não poderia deixar de contar aquele episódio que até hoje está vivo em meu coração: Eu era  funcionário da Prefeitura Municipal de Jacobina, no prédio onde funcionava a CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES e onde, também, na parte de trás, funcionava a cadeia pública. Um dia, pelo furdúncio que ARISTEU aprontou em certo canto da cidade, o Delegado de Policia teve de tranca-lo para um descanso.

A comunicação com  ARISTEU era feita, ou falando alto ou escrevendo em pedaços de papel, os quais eram descidos através de um cordão. Ali, ele recebia, cigarros, sanduíches, etc.

 

Um dia, com a morte de um cidadão, “Sinhá Bila” dobrava os sinos anunciando o falecimento. ARISTEU, após perguntar quem morreu, fez uma prece em sufrágio de sua  alma . depois, gritou pelo meu nome, pedindo-me que lhe mandasse pelo cordão papel e lápis, pois queria escrever.

 

Atendi o desejo de ARISTEU. Mandei-lhe algumas folhas de papel e um lápis. Tempos depois, ele deu sinal de que tinha “encomenda’’, como dizia sempre. Puxei o cordão e, nele estava amarrado um pedaço de papel, no qual estava escrita uma quadrinha com o seguinte texto:

 

MORRE UM RICO...dobram os sinos.

MORRE UM POBRE...não há dobres.

QUE DEUS É ESSE  dos padres

QUE NÃO TEM PENA ...dos pobres?...

 

Respeitosamente

Aristeu Pinto de Queiroz

 

(Essa crônica é uma homenagem póstuma ao seu criador, AMADO HONORATO DE OLIVEIRA , extraída do seu livro “ CONTOS E CRÔNICAS ”  - Gidalto Oliveira - Jacobina, junho de 2009 )

 

 

PROGRAMA BLITZ TOTAL - 03 ANOS DE SUCESSO NO RÁDIO

Há exatos três anos, nascia o Programa Blitz Total ampliando a grade de jornalismo da sua Rádio Jacobina FM, com a proposta de levar ao rádio-ouvinte a diferença do Rádio de Jacobina e região, quando, além da notícia em primeira mão, contemplava a boa música, a entrevista, o entretenimento e 100% informação com qualidade!!

Sucesso de público e de crítica, o BLITZ TOTAL, programa de variedades, durante estes três anos, tem pontuado com um jornalismo crítico, bem humorado, e acima de tudo, comprometido com as questões que envolvem o interesse da coletividade, sempre particularizando o município e a região de Jacobina.

Associado a esta trajetória de conquistas, com a importante e decisiva participação do ouvinte, a produção e a apresentação do BLITZ TOTAL têm se empenhado em oferecer um rádio cada vez mais dinâmico e envolvente, atestado na credibilidade, confiança e aprovação dos parceiros-empreendedores, que investem porque acreditam em nossa proposta.

Por tudo isso, estamos nós aqui, agradecendo a companhia, o apoio e a confiança de todos, ao longo destes três anos, sem o que não seria possível a realização de eventos do porte de As Sete Maravilhas de Jacobina, os Debates Político-Eleitorais, o BLITZ TOTAL ITINERANTE, culminando, agora, com a ampliação da Rede Blitz Total de Comunicação, e o lançamento do site www.blitztotal.com.br

Ao Deus Supremo e a toda Nação Jacobina FM, os nossos sinceros agradecimentos... A vida continua, e vamos TOCANDO EM FRENTE...

 

O SÃO JOÃO DAS MINHAS LEMBRANÇAS DE MENINO

Chega mais uma vez o tão esperado período junino, festa típica do nosso sofrido nordeste e tão ansiada por uma grande maioria de pessoas apaixonadas pelo ritmo contagiante do forró, do gosto inebriante do licor de jenipapo, do milho assado, da canjica, da fogueira e dos balões. Mas, por onde anda aquele São João, que embalava a minha fantasia de criança, que me extasiava naqueles momentos inesquecíveis do recebimento dos fogos pirotécnicos que me eram presenteados por meu pai, com a sua costumeira recomendação e cuidados paternos, como se levasse algum perigo em soltar inocentes traques ou chuvinhas de prata, que mal nenhum faziam a não ser, deixar saudades e lembranças do seu maravilhoso espocar luminoso e aquele cheiro inconfundível da pólvora queimada que permanece entranhada ainda hoje nas lembranças da minha mente?

Aquele São João vai ficando cada vez mais distante com o passar dos anos e hoje, debruçado na janela do tempo, fico observando o presente, analisando a grande diferença como se comemora essa festa tão inebriante, transformada em máquina de arrecadação de dinheiro por empresários, grupos e bandas de “forró’’, que do ritmo verdadeiro, somente tem mesmo o nome, nunca chegando perto sequer daqueles saudosos arrasta pés, animados por sanfonas, triângulos e zabumbas que encantavam gerações.

Lembro de uma das mais significativas recordações desse tempo junino, que era a famosa “guerra de espadas” travada entre os grupos simpatizantes dos donos das fogueiras de ramo, ricamente ornamentadas de atrativas prendas, inclusive dinheiro vivo, desafiadoramente penduradas no alto de suas ramagens, que após tendo sua base de tronco de madeira incendiada, eram “comidas”, ou melhor, disputadas suas prendas com intensa troca das limalhas das espadas, portadas pelos mais valentes participantes, sendo as mais cobiçadas e disputadas, as fogueiras do Velho Braz, radical italiano dono de um alambique da Rua do Barro, a do Tiro de Guerra 127, também no mesmo bairro e a mais temida, a do Dr. Ângelo Brandão, na antiga Várzea, local onde hoje está localizado o Mercado Velho.

Voltando a rever o filme do tempo, ainda ressoa em meus ouvidos aqueles sons saudosos das inesquecíveis músicas típicas da época, em que a letra de uma delas dizia...

“O balão vai subindo, vem caindo à garoa, o céu é tão lindo e a noite tão boa, São João, São João, acende a fogueira no meu coração.”

      Mudou o São João, ou mudou eu? (por Gidalto Oliveira, junho/2009)

  

 

A CIDADE QUE TEMOS E A CIDADE QUE SONHAMOS E QUEREMOS!...

Nós que moramos em Jacobina, no dia-a-dia, talvez não reparemos o quanto ela é bela e boa de viver. Estar edificada em um vale, entre serras, e possuir dois rios que cortam o seu centro urbano, representa um privilégio natural inigualável. Por outro lado, a conservação de uma cultura secular diversificada, a primazia e beleza do estilo arquitetônico colonial de seus prédios e igrejas, a tempera de um povo bom, ordeiro e trabalhador, dentre outros atributos, justificam o orgulho daqueles que aqui nasceram ou a elegeram para se estabelecer e constituir família, na certeza de estarem escolhendo uma cidade que oferece realmente qualidade de vida.

Claro que Jacobina possui problemas estruturais e, por isso, paga um alto preço por não ter tido, no curso de sua história, Gestores que priorizassem um planejamento sustentável para o seu desenvolvimento. Mas, nem tudo está perdido!  Não sejamos pessimistas nem rancorosos a ponto de não enxergar que temos de avançar e devemos avançar com o olhar fixo no futuro e não preso ao retrovisor, em um rosário de lamentações do que gostaríamos que tivesse sido feito e que, infelizmente, não se fez. E como testemunho de fé e de esperança, vamos dar um voto de confiança àqueles que terão a responsabilidade da Direção futura de Jacobina, seja quem for, acreditando em um governo sério, de participação e, por conseguinte, de todos nós.

O ponta-pé inicial da transformação da cara de nossa cidade, como sugestão, poderia começar com um banho em sua aparência, quando algumas pequenas ações logo seriam empreendidas, atestando a nova fase de sua Administração Municipal...

Imaginemos, pois, uma Jacobina com as suas ruas pavimentadas, sem tantos buracos e em perfeito estado de conservação e uso.  Imaginemos, agora, as balaustradas e o cais dos rios completamente recuperados e pintados. Idem, quanto às calçadas e ao seu meio-fio. Imaginemos, mais, uma cidade limpa e bem iluminada. Agora, lhe convido a conhecer o melhor e mais organizado serviço de trânsito do interior do Estado, com sinalização horizontal, vertical e eletrônica implantada e funcionando, oferecendo, assim, conforto e comodidade ao motorista na hora de circular e estacionar o seu veículo no centro da cidade, sobretudo, nos dias e nas horas de maior fluxo viário... Bem, como se pode ver, são todas ações simples e aparentemente pequenas, em aporte de recursos, mas, que, implementadas, representam muito em importância à imagem de nossa bela e feliz cidade de Jacobina, aguçando como conseqüência o orgulho e o nosso sentimento maior de Jacobinidade. 

Não nos custa nada sonhar e isso nos faz muito bem!...

Em seguida, com os horizontes ampliados, novos e grandes desafios serão abraçados pela Administração Municipal, tipo desenvolvimento urbano, saneamento básico e oferta de emprego e, mais uma vez, a determinação, o trabalho compartilhado com a comunidade, a racionalidade no exame das prioridades, a competência e transparência no gerenciamento de recursos e o bom senso, vencerão, resgatando-se, como conseqüência, a auto-estima de sua gente e o respeito a uma Jacobina secular, de um presente planejado e com um futuro de muito mais conquistas!...  Enfim, esta é a CIDADE QUE TEMOS e esta poderá ser a CIDADE que SONHAMOS e QUEREMOS...

REAGE, JACOBINA!      ACORDA E MOSTRA A TUA CARA, A FORÇA DA TUA CIDADANIA!     ENDURECE O JOGO,  JACOBINA!  (por João Jaques)

 

 

VIVA COMO AS FLORES

- Mestre, como faço para não me aborrecer?

Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas e ainda sofro com as que caluniam.

-Pois viva como as flores, advertiu o mestre.

- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.

-Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo o que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora. Isso é viver como as flores. (colaboração Gidalto Oliveira)

 

 

 

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