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Frase de efeito do dia

"Essa lei supera o AI-5 da ditadura militar que decretou a inelegibilidade de seus adversários por 10 anos. A proposta popular era tornar inelegíveis os políticos condenados. Eu não tenho nenhuma condenação.” Jáder Barbalho, deputado federal pelo PMDB-PA, ao resmungar da Lei da Ficha Limpa, por ter o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Piada do dia

A RIQUEZA DEPOIS DOS 40

"Nunca pensei que a partir dos 40 pudéssemos ter uma riqueza tão grande!!!

Prata nos cabelos. Ouro nos dentes. Pedras nos rins. Açúcar no sangue.
Chumbo nos pés. Ferro nas articulações. E uma fonte inesgotável de gás natural..."

Coluna Blitz Total
ORTOTANÁSIA, A MORTE NO TEMPO CERTO
Avaliação: / 6
FracoBom 
Dr. Cledson Sady
Sexta, 16 Outubro 2009 16:28
Muito se discute no meio científico e no leigo, a questão da eutanásia, ou seja, a morte induzida (ativa ou passivamente) por profissionais de saúde. Outra queixa constante de pessoas que assistiram seus entes queridos falecerem com doenças crônicas é o prolongamento exagerado, por uso de recursos artificiais, da vida de pacientes que apenas vegetam. A esta conduta a ciência dá o nome de “distanásia”, ou futilidade médica.

Entre a eutanásia e a distanásia está o caminho do meio, como dizem os budistas: a Ortotanásia, a morte no tempo certo.

O ser humano tem recebido da ciência muitos benefícios, sendo um dos principais deles o aumento da expectativa de vida. A aproximadamente cem anos atrás, a vida média de um brasileiro era de 33 anos. Hoje esta estimativa dobrou, mas ainda somos mortais. Além de vivermos muito, queremos da ciência qualidade de vida e dignidade na morte.

Pacientes com doenças crônicas, especialmente câncer e AIDS, chegam, em muitos casos, a saberem que não existe mais possibilidade de cura. O primeiro problema a ser decidido entre o corpo médico e a família é o que fazer com esta informação. O paciente tem condições emocionais de receber esta notícia? Diante de tal informação como ele reagirá? Algumas pessoas, diante da notícia de serem portadores de doença incurável, entram em depressão e dificultam qualquer tentativa de melhorar seu quadro clínico.

Outros, especialmente os verdadeiramente religiosos, enchem-se de fé e enfrentam a situação, orientam seus familiares sobre como seguirem sem sua presença física e vivem muitos anos, contrariando as médias científicas.

Para decidir sobre dar ou não a notícia a um paciente, a respeito da sua doença incurável, deve-se, segundo as normas da bioética, reunir-se uma equipe de saúde, constando, além dos médicos, assistentes sociais e psicólogos, com os familiares para avaliar-se melhor a situação.

O mesmo grupo deve ser composto para analisar a situação do paciente terminal que está lúcido, bem medicado e sem dor, sobre sua permanência em ambiente hospitalar ou ser encaminhado para casa, dando continuidade ao tratamento junto aos familiares. A maioria dos pacientes, após grande temporada em hospital, tem um ganho de qualidade de vida retornando ao lar.

A Dra Raquel Duarte Moritz, professora do departamento de clínica médica da Universidade Federal de Santa Catarina, que defendeu a tese de doutorado sobre “O efeito de informação sobre a conduta dos profissionais de saúde diante da morte”, tendo 20 anos de experiência acompanhando pacientes terminais, diz que “a morte é uma conseqüência natural da vida e não um fracasso do tratamento médico”.

Segundo a doutora Raquel Moritz, em entrevista concedida ao jornal “A Notícia” (6/10/02) de Joinville/SC, “não são os hospitais que devem se preparar para oferecer um final de vida digno, mas, sim, os profissionais de saúde que cuidam dos pacientes terminais. Para que isso ocorra, esses profissionais devem entender que a morte é uma conseqüência natural da vida e não um fracasso do tratamento médico. Deve ser ressaltado que morrer dignamente é morrer sem dor, acompanhado de uma pessoa de estima e, quando possível, no ambiente domiciliar”.

Muitas vezes nos deparamos com casos onde, depois de diagnosticado um câncer em estágio avançado, os pacientes são enviados para casa e a família aconselhada a não tentar nada, pois não existe possibilidade de cura. E será que as pessoas sadias também não irão morrer? Então, devemos nos descuidar em função de tal fatalidade? Não apenas os pacientes terminais morrerão. Todos nós morreremos um dia. Mas, enquanto estamos vivos, devemos buscar meios de evitarmos os sofrimentos, melhorando a qualidade de vida do paciente, nem diminuindo, nem exagerando nas ações terapêuticas que prolongue demasiadamente a vida de quem apenas vegete.

Como disse um paciente de Dra Raquel Moritz: “Não se morre com dignidade, se vive com dignidade e se morre sem dor”. Que pelo menos a dor de pacientes terminais seja diminuída com amor e analgésicos suficientes.

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Actualizado em Sexta, 16 Outubro 2009 16:31
 
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Avaliação: / 1
FracoBom 
Edel Izamar
Sexta, 11 Setembro 2009 00:43

A gravidez precoce é uma das circunstâncias que mais preocupam em relação à sexualidade da adolescência, pois trás sérias conseqüências para os indivíduos envolvidos, das crianças que nascerão e de seus familiares. A estatística no Brasil é estarrecedora, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de mães adolescentes. Se pensarmos que a esmagadora maioria dessas meninas não tem condições financeiras e são emocionalmente imaturas para assumir a maternidade vamos perceber a dimensão desse problema, sem contar que por causa da incompreensão da família,que reage muitas vezes com violência, e dos preconceitos sociais, muitas delas acabam fugindo de casa e quase todas abandonam os estudos.

Só pra ilustrar a grandiosidade desse fenômeno vamos dar uma olhada no resultado de uma pesquisa:

“A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinha pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.”

A gravidez causa conseqüências percebidas imediatamente e em longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o bebê, tais como, problemas de crescimento e desenvolvimento, dores emocionais e crise de comportamento, dificuldades educacionais e de aprendizado, além da gravidez ser de risco e possibilidades maiores de problemas de parto.

Mas quais seriam as causas desse problema?

O contexto familiar tem uma relação direta com a forma como se inicia a vida sexual. As adolescentes que iniciam atividade sexual precocemente ou engravidam, geralmente são filhas de mães que se identificam com essa historia, ou seja, também iniciaram vida sexual precoce ou engravidaram durante a adolescência.  Outro fator é o tipo de relação que os pais têm com seus filhos e como se colocam diante das informações a respeito do assunto. Nesse emaranhado de informações e todo mundo tendo uma opinião geralmente equivocada, de como criar filhos, os pais permitem uma iniciação sexual, muitas vezes em desacordo com os valores que a família defende.

Outra causa estaria ligada ao pensamento de que progresso e modernidade combinam com permissividade e liberalidade, misturando tudo e confundindo o que seria desejável e melhor para o ser humano. E quem ousar pensar diferente, corre o risco de ser rotulado de antigo, retrogrado, velho, etc. De tanto sofrer a pressão social, pessoas de bom senso silenciam diante da ameaça de serem tidas por preconceituosas permitindo com seu silencio desenvolver um cegueira cultural permitindo um preconceito ainda maior. “E à medida em que os tabus, inibições, tradições e comportamentos conservadores estão diminuindo, a atividade sexual e a gravidez na infância e juventude vai aumentando”

A adolescência é um período de mudanças físicas e emocionais, um momento de conflito e de crise. Não é só adaptação às mudanças físico-corporais, mas um importante período existencial, uma tomada de posição social, familiar, sexual e entre o grupo. A estima esta intimamente ligada a esse crescimento. “O adolescente, impulsionado pela força de seus instintos, juntamente com a necessidade de provar a si mesmo sua virilidade e sua independente determinação em conquistar outra pessoa do sexo oposto, contraria com facilidade as normas tradicionais da sociedade e os aconselhamentos familiares e começa, avidamente, o exercício de sua sexualidade.” E as facilidades de acesso à informação sexual não tem garantido maior proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e nem contra a gravidez nas adolescentes.

 Depois de grávida, é preciso que a família acolha a jovem mãe com aconchego, respeito e ajuda, então esta gravidez tem maior probabilidade de ser levada a termo sem grandes traumas, mas, se pelo contrario, a família reage com rejeição, os conflitos de relacionamento, agressões e falta de compreensão, ela poderá sentir-se abandonada nesta experiência difícil e desconhecida, poderá procurar abortar, fugir de casa, submeter-se a atitudes temerárias que, acredita, darão fim a seu problema, inclusive tentar suicidar-se.

“Para se ter idéia das consequencias emocionais na gravidez de adolescentes, em trabalho apresentado no III Fórum de Psiquiatria do Interior Paulista, em 2000, Gislaine Freitas e Neury Botega mostraram que, do total de adolescentes grávidas estudadas na Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba, foram encontrados: casos de Ansiedade em 21% delas, assim como 23% de Depressão. Ansiedade junto com Depressão esteve presente em 10%.

Assusta a ocorrência de ideação suicida, presente 16% dos casos, mas, e não encontraram diferenças nas prevalências de depressão, ansiedade e ideação suicida entre os diversos trimestres da gravidez. Tentativa de suicídio ocorreu em 13% e a severidade da ideação suicida associação significativa com a severidade depressão.”

Eu costumo dizer que o que mais desejamos na vida é a felicidade, sermos reconhecidos pelo que somos e respeitados em nossas escolhas.

É preciso assumir uma postura mais coerente com nossos valores, orientando e planejando junto com nossos filhos as suas vidas.

Depois que a gravidez acontece não nos resta muito a fazer a não ser aceitar e receber essa nova vida com alegria com o propósito de cuidar de todos os envolvidos.

Muito se tem a dizer a respeito, esse não é assunto pra ser tratado com banalidades, É sério para os indivíduos envolvidos e uma catástrofe social.

Queira Deus tornar-nos sábios para aprender a amar nossos filhos e dar a eles mecanismos para poder se defender e fazerem boas escolhas, escolhas que os tornem felizes.

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Actualizado em Sexta, 11 Setembro 2009 00:46
 
HIPOCRISIA E POLÍTICA
Fred Santos
Quarta, 02 Setembro 2009 12:04

O Brasil é um pais onde os humoristas e comentaristas políticos tem um ambiente fértil para suas piadas e escritos. A vida política é rica em episódios que proporcionam as mais variadas piadas e críticas jornalísticas. É verdade. Qual o custo disto? A perda da vergonha e da ética no seio da sociedade. É vergonhoso para todos nós, ao menos este deveria ser o sentimento a envolver os homens de bem, que convivem com a destruição da ética e da verdade, a cada dia, pelos que se dizem representantes do povo. Recentemente setores dessa sociedade hipócrita e dissimulada se mostraram indignados e chocados com as palavras de um determinado deputado federal que ousou dizer que ele estava pouco se lixando para a opinião pública. Por que a surpresa e a hipocrisia? Por acaso esse político mentiu? Não, apenas tornou público um pensamento que habita a maioria das mentes políticas deste país, lamentavelmente. E por isto, como é de hábito numa sociedade hipócrita e acostumada a falsos elogios, foi execrado e condenado pela opinião pública (leia-se, também, a mídia). Quero deixar bem claro que não estou defendendo esse deputado e nem sua biografia (suja, como a de muitos outros), pois considero-o parte do lixo político existente na política nacional, mas não posso fazer de conta que vivemos num país de maioria ética e de uma sociedade consciente de sua responsabilidade cidadã e seus compromissos diante do progresso de seu país e dos seus habitantes. Não vivo num conto de fadas, onde as aparências se sobrepoem a realidade. Quem quiser assim viver, que assuma os riscos de sua omissão. Aqui em Jacobina, semeia-se a todo instante a hipocrisia e a demagogia na relação política e sociedade. Nesse espaço democrático, conquistado parcialmente ao longo do tempo ao custo de sangue e dor, se mente para a população da forma mais hipócrita possível, alimentando ilusões e se amparando em princípios cristãos distorcidos e que servem apenas àqueles que se servem dos mesmos. Em pleno século 21, ainda se respira, em Jacobina, os podres ares da discórdia e da segregação política. Tem o lado A e o lado B. Quem está num lado não pode sequer manter um diálogo amigo com alguém do outro lado, que pode estar sendo monitorado e os todos-poderosos da política local podem se melindrar e se magoarem. Quem critica, com argumentos democráticos ou não, essa ou aquela gestão pública, corre o risco de ser alvo de injúrias e perseguições das mais variadas formas, inclusive dentro
das hostes familiares, por aqueles que resistem em ser racional em detrimento dos interesses imediatos e dos sentidos. Pobre ser humano, pobre humanidade, mas assim caminhamos.
A política local é, infelizmente, provinciana, egoísta e comprometida com os interesses nada republicanos dos seus protagonistas e dos que se mantém no anonimato e nas sombras do poder. Carecemos de pessoas e idéias progressistas e voltadas para o desenvolvimento do município, sem conotação partidária ou vinculada a interesses pessoais.
Conceitos importantes como a ética são bandeiras de tolos e fracos, ao menos assim é demonstrado nas ações políticas dos partidos e seus membros, que em nome de uma suposta governabilidade, esmagam princípios éticos e cristãos, que são abatidos diariamente nessa guerra em torno da manutenção do poder, sempre no argumento de que se faz tudo isto em prol do bem da sociedade e do povo da Bahia e do Brasil. Hipocrisia pura. Neste mundo ainda se mata em nome do Cristo e pelo Cristo. Ainda se mente em nome D´Ele também. Os partidos políticos não mais se diferenciam. Os políticos e seus partidos, ao menos em sua grande maioria, se assemelham em conteúdo e essência. No Brasil, ao menos no Nordeste brasileiro, não se vota em partido, se vota em nomes, nos homens. Exemplo claro disto é que em 2002 e 2006, não foi o PT
que ganhou a eleição presidencial, foi Lula, e isto tem se tornado muito claro ao longo dos processos eleitorais seguintes. O PT sem Lula não existe no imaginário popular ainda. É o poder do carisma e da afinidade popular de um líder político, e não fruto de uma consciência cidadã e politizada, lamentavelmente. Ainda precisamos de santos e líderes. Temos medo de sermos nós mesmos, precisamos de "bengalas" no caminhar da Vida.
Aqui em Jacobina não é diferente. Essa aproximação do Governo Wagner com o Democratas local é um exemplo claro dessa semelhança fisiológica e da hipocrisia existente na política mundana construída e alicerçada em falsos valores e numa cultura distorcida e desducada existente. Rasgaram-se todas as bandeiras em torno da ética e da moral que pareciam
renascer no seio da sociedade e dos políticos após o episódio das Diretas Já. São falsos pregadores da moral e da ética que se arvoram defensores da população e do erário público. Ao invés disto, confundem o privado com o público e vice-versa. Ignoram os anseios populares, as necessidades dos sofridos e dos oprimidos pela força do poder econômico. Estão pouco se
lixando para as dores sociais, se preocupam somente em enriquecerem e manterem as rédeas do poder nas mãos, custe o que custar. A mentira é sua arma. A hipocrisia sua maior conselheira. As sombras, seus guias espirituais.
Em meio a lama que envolve atualmente a política nacional, certamente há algumas flores que tentam oxigenar o odor fétido exalado dessas almas comprometidas com a mentira e os interesses pessoais, mas ainda não é suficiente para que a fedentina seja dissipada e eliminada. Precisamos muito mais do que indignações e cartões vermelhos diante do caos
estabelecido na podridão do sistema político existente no Brasil e em muitas outras partes do mundo, precisamos também agir e construir ações em torno do bem estar coletivo. Não é e nunca foi uma tarefa fácil, mas é o caminho a ser seguido.
Servir e não ser servido. É a meta. Quem assim o fizer, dar sua parcela de sacrifício, certamente colherá ao menos a doce sensação de uma consciência tranquila e poderá estar em paz consigo mesmo. 

O mundo, dizem, não é justo, verdade, mas nós podemos mudar isto, somente nós.  Acesse: http://noticia-comentada.blogspot.com/

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Actualizado em Quarta, 02 Setembro 2009 12:06
 
COM A PALAVRA A CIÊNCIA
Avaliação: / 12
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Dr. Cledson Sady
Quinta, 13 Agosto 2009 12:01

Há algum tempo atrás, um irmão de meu amigo Marco Aurélio Medrado, que é psicólogo e espírita, depois de assistir uma palestra no centro espírita sobre a questão da vida depois da morte, um tema abordado por diversas religiões, sob óticas distintas, fez uma grave observação.

Diante de tão importante tema, pensava ele, os maiores cientistas e instituições científicas do mundo deveriam se empenhar em confirmar a existência ou não vida depois da morte. E mais ainda, argumentou; se existe vida depois da morte, existirá uma relação entre a boa conduta do homem durante sua vida terrena e seu destino depois da morte? Os bons terão sua recompensa na vida eterna pelo bem praticado na terra?

E os maus, aqueles que levaram sofrimento aos seus irmãos, que prejudicaram aos outros em troca de vantagens pessoais, irão pagar por isso numa vida futura?

Sabia ele que muitas religiões, há milênios, tratam do assunto, mas o que ele buscava era uma verdade cientifica, para fundamentar sua mudança de postura diante da vida. Ora, dizia ele, se a ciência comprovar que fazer o bem, indo de encontro à regra básica do capitalismo, que é enriquecer a qualquer custo, me levará a uma melhor condição numa vida eterna, eu irei nesse rumo. Mas, sem a prova da ciência, fica difícil remar contra a maré.

Nosso atual modelo de homem vitorioso não aponta para os santos, intelectuais, humildes, ou para os honestos e caridosos, mas para os que ganham muito dinheiro, que estão sempre no poder, que não temem a justiça, que não temem mentir para levar vantagem, que não têm pudor em passar alguém para trás para ganhar uma posição.

Este é o mundo que conhecemos. Se existe este outro mundo, onde os valores morais são levados em conta, que a NASA, as grandes instituições científicas, deixem tudo de lado, desde viagens espaciais, descobertas arqueológicas, até mesmo produção de medicamentos e definam esta questão de vez.

Lembro este fato para fazer uma analogia, já que no meu caso, a sobrevivência da alma é uma questão de crença pessoal. Acredito na sobrevivência da alma depois da morte física e da conseqüente relação entre a conduta terrena e a condição espiritual no mundo maior. Acho que as instituições científicas deveriam focar sobre outras coisas, nas quais não sei se acredito ou não.

Uma delas é sobre a relação entre as boas gestões públicas, aquelas que beneficiam especialmente aos mais carentes e a maioria da população, e seu reconhecimento. Será que um gestor público que promova bem estar social, justiça, igualdade é reconhecido pelos beneficiados? Será que um gestor desonesto, que busque vantagens pessoais, mas que distribua benefícios materiais em época eleitoral será mais reconhecido nas urnas?

Para quem busca carreira política, é melhor seguir o caminho do humanismo ou o da malandragem?

E sobre a justiça? Será que as instituições científicas poderiam nos garantir que seguir a lei nos assegura uma vida de liberdade, a salvo de perseguições e injustiças, das maldades dos poderosos?

A ciência garante que aquele que comete crime, que rouba, mata e engana será punido pela lei?

A ciência garante que vale a pena cumprir as leis? A ciência garante que a justiça será sempre observada, para ricos e pobres, negros e brancos?

Como eu acredito na justiça divina, relacionando esta e outras vidas, por crença pessoal, consigo entender tanta incoerência entre o que está escrito na lei e o que é praticado, mesmo pelos responsáveis pelo seu cumprimento.

 Mas, fico pensando em pessoas como o irmão de Marco Aurélio, que esperam pela comprovação da ciência para tomarem posição diante da vida. Se forem se basear nos fatos, irão navegar na correnteza da ética da maioria, daqueles que buscam levar mais vantagens, que esperam fazer menos força.

Fico imaginando o pensamento de alguém que resolva participar da vida pública no Brasil e que não tenha maturidade moral, como me parece ser a esmagadora maioria. Que caminho escolherá vendo tantos escândalos no meio político nacional resultando em impunidade? Que caminho vai seguir vendo que a justiça quase nunca pune os desonestos endinheirados e poderosos? Que caminho seguirá vendo ser mais fácil distribuir cestas básicas e dinheiro do que trabalhar pela comunidade, para continuar no poder?

Para quem não tem convicção pessoal, religiosa ou filosófica, terá que esperar que a NASA, que a ciência, as grandes universidades do mundo provem que vale a pena seguir a lei, ser honesto, pois, pelos fatos, está mais fácil acreditar em vida depois da morte, mesmo para os materialistas.

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Actualizado em Quinta, 13 Agosto 2009 12:03
 
POLÍTICA
Avaliação: / 3
FracoBom 
Fred Santos
Quarta, 22 Julho 2009 21:41
BRASIL - Amigos do Blitz Total, apesar do recesso estabelecido no Senado Federal e na Câmara de Deputados, a onda de denúncias envolvendo o senador-presidente José Sarney, do PMDB do Amapá, continua a atingi-lo diretamente e aos seus familiares.
Uma seqüência de diálogos gravados pela Polícia Federal (PF) com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes. Em conversa com o filho, alvo da investigação, Sarney caiu na interceptação. Segundo a gravação, o senador se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

É mais uma denúncia que se soma a várias outras que pesam contra o senador Sarney. Cada vez mais a possibilidade de renúncia se torna mais presente. O Senado Federal, mais uma vez, está atolado num lamaçal fétido de uma política fisiológica estabelecida nos bastidores do poder, em todas as esferas do Legislativo e Executivo no país, salvo raras exceções.

Quem não se lembra dos escândalos promovidos pelos também presidentes do Senado, ACM e Jader Barbalho, que foram obrigados a renunciarem aos seus mandatos para evitar as cassações?

O Brasil não merece isto. Os brasileiros também não.

Enquanto nosso presidente Lula, em nome das alianças necessárias à manutenção do Partido dos Trabalhadores no poder central da Federação, e em estados brasileiros, demonstra uma capacidade inigualável de perdoar politicamente antigos desafetos e adversários políticos, a exemplo do ex-presidente Fernando Collor de Melo, bastante elogiado por Lula há poucos dias em Alagoas, além de ter submetido ao constrangimento diversos senadores petistas recentemente, mandando-os apoiarem firmemente o senador José Sarney, causando desgastes políticos para a sigla partidária, que ainda não se recuperou na plenitude do episódio do Mensalão.

Um vergonha, mas totalmente normal, se podemos assim dizer, na política
republicana do Brasil.


JACOBINA - Enquanto isto em Jacobina, o presidente da Câmara municipal, o vereador Batista do Democratas se vê diante de fortes denúncias de gastos suspeitos naquela Casa Legislativa, a exemplo do pagamento de 750 litros de gasolina pela Câmara através de uma só Nota Fiscal, o que gerou uma grande polêmica nas hostes políticas locais recentemente. O vereador Batista ainda deve explicações à sociedade sobre o caso.


MORTE - Nesta semana também, meu caro João Jaques e amigos do Blitz Total, Jacobina foi surpreendida pela notícia do desencarne do ex-prefeito, ex-vereador e ex-deputado estadual, Fernando Daltro, na capital do estado. Político querido no município, cidadão exemplar, profissional competente, deixou na história política desta terra saudades e lições de como vivenciar a política de forma ética, honesta e progressiva. Temos a certeza que ele se encontra em um plano de existência justo e que lhe proporcionará a continuidade de sua evolução, ao lado dos bons espíritos amigos.

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Actualizado em Quarta, 22 Julho 2009 21:45
 
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